Sistemas de Informação e Comunicação – O que os tornam tão importantes

Sistemas de Informação e Comunicação, ou simplesmente SIG fazem parte do cotidiano empresarial independente do segmento, porte ou tempo de existência, no entanto, não é claro para todas as pessoas quais são, como são e quais os papéis e importância cada um tem. Esta postagem pretende elucidar este assunto, abrindo caminho para futuras discussões acerca deste vasto e interessante universo.

Como Kenneth Laundon e Jane Laundon descrevem no seu excelente livro “Sistemas de Informação Gerenciais” (Pearson, São Paulo), as empresas estão cada vez mais dependentes de tecnologia. Esta dependência pode estar relacionada a um ou mais destes cinco motivos: Redução de Custos, Adequação fiscal, Regulamentações, Concorrência ou Inovação.

Para que fique claro, vamos entender cada um dos cinco pontos.

Redução de Custos

Arrisco-me a dizer que este, assim como a inovação seja um dos principais motivos pelo qual as empresas investem em tecnologia e neste caso, as oportunidades são quase infinitas.

Através de ferramentas automáticas ou semiautomáticas é possível aumentar a capacidade produtiva de uma empresa, aumentar turnos e até mesmo reduzir a necessidade de pessoal, além disso, reduz-se significativamente o refugo de produtos, a falta de padrão de qualidade, o desperdício de matéria-prima e todos os prejuízos oriundos da devolução de produtos por parte do cliente e parceiro de negócios.

É neste momento, quando os diretores de qualquer empresa percebem que precisam profissionalizar seus negócios, reduzir retrabalho, qualificar o seu pessoal e tornar suas informações mais confiáveis, que estes percebem a importância de informatizar os seus processos.

É comum pensarmos em linhas de produção com robôs e braços mecânicos quando o assunto é redução de custos através da TI, mas é importante ter em mente que um bom software de Apoio a Operação e a Decisão são tão eficientes nesta função quanto um braço mecânico. Existem gastos administrativos que não estão diretamente relacionados com o custo final do produto, mas que sem dúvida influenciam diretamente nos rendimentos e saúde das empresas.

Para finalizar este ponto, também é possível perceber este aspecto como “Atingir a excelência operacional”.

Adequação Fiscal

Posso resumir esta parte do texto em uma única expressão: “Nota Fiscal Eletrônica“. Pelo menos é assim que a maioria das pessoas imagina, no entanto, a cadeia de mudanças que esta simples sigla NF-e proporciona e o impacto que ela representa à uma empresa não é perceptível quando imaginamos simplesmente o processo de deixar de fazer notas em talão ou imprimi-las em impressora matricial de papel contínuo para enviá-la por e-mail.

Processos de B2B (Business to Business, que é o comércio ou prestação de serviços entre empresas), ou o B2C (Business to [Consumer / Costumer], que é o comércio ou prestação de serviços entre empresas e pessoas físicas) sofreram grandes mudanças depois das novas exigências fiscais promovidas pelo Estado além da adequação das questões contábeis, fiscais e tributárias internacional que o nosso país vem passando.

Ter confiança nas informações da empresa é fundamental. O sem número de empresas que são autuadas pela receita por um simples problema de conversão de unidade de medida no cadastro do produto é assustador! Este é só um exemplo elementar e, como sabemos, autuações desta natureza podem fechar uma empresa próspera!

Resumidamente, para que uma empresa tenha condições de cumprir com suas obrigações, é fundamental ter bons controles, agilidade e confiança nas informações prestadas e isso só é possível com apoio de softwares adequados.

Regulamentações

Muito parecido com a necessidade da adequação fiscal, atender as determinações dos órgãos como entidades certificadoras e regulamentadoras seria uma tarefa árdua, para não dizer impossível, sem softwares de apoio.

Imagine você cumprir todas as determinações da ISO (International Organization for Standardization ou simplesmente Organização Internacional para Padronização, em tradução livre) somente com pranchetas e cadernetas, sem nenhum software para apoiá-lo. Ou  ainda se você trabalhasse em algum segmento de mercado regulamentado/fiscalizado por algum órgão específico como a Anatel ou o Inmetro, por exemplo. Certamente você seria obrigado

Inovação

Bem, este talvez seja o ponto óbvio do assunto. Atualmente temos vivido uma reestruturação do mercado. As startups, empresas jovens, com serviços cada vez mais Ad Hoc, em sua grande maioria virtuais, mas que despontam por criatividade e inovação, tornam-se rapidamente empresas multi milionárias por criar ou atender demandas de segmentos com excelência. E usando tecnologia!

Na mesma onda, empresas consolidadas e donas de fatias significativas de mercados, como bancos, por exemplo, precisam reinventar-se para acompanhar os acontecimentos e posicionarem-se novamente nesta repaginação.

Estamos mais conectados! Isso é fato! Estamos aprendendo a gostar de serviços “exclusivos”. A experiência de ter uma empresa ou um serviço “só pra você” agrada e cria cultura. A partir disso, aquelas que se mantém no seu modelo clássico, veem sua fatia de mercado diminuir, mas isso é assunto pro próximo ponto.

Outro aspecto a se considerar é a evolução da tecnologia na última década. Agora temos recursos, físicos e virtuais, suficientes para criar produtos e serviços que outrora só existiam em filmes de ficção. Tecnologias vestíveis, nano tecnologia, robótica, computação em nuvem, internet das coisas, deep learning, machine learning, big data e todos os outros termos que se tornaram comuns nas nossas literaturas fertilizam e oxigenam o campo do desenvolvimento industrial e, como efeito, temos a revolução que estamos presenciando.

Concorrência

A sobrevivência é também um importante motivo pelo qual as empresas buscam SIG. Sua empresa pode estar em conformidade com a lei, mas se você não é capaz de manter-se ativo no mercado, de nada isso adianta.

Em mercados mais consolidados, onde as fatias são muito bem definidas e cada concorrente possui a sua parcela dos clientes e vive com isso, aumentar a lucratividade somente ganhando mercado é muito difícil. Uma das saídas é diminuir as despesas que incidem diretamente sobre o preço do produto ou serviço, assim conseguindo uma margem maior.

Relançar produtos com novas gramaturas, ou fórmulas também é uma maneira de reposicionar-se no mercado, melhor ainda quando este relançamento traz um alinhamento com as demandas dos consumidores do ponto de vista tecnológico.

Não devemos esquecer também que nada disso é feito ao acaso, pela fé ou premonição da diretoria. Todas as decisões são (ou deveriam ser) tomadas com conhecimento de causa. Processar dados em relatórios analíticos nem sempre é o suficiente para expor o cenário ou suportar propostas de mudança. Para isso, é fundamental que as informações promovam conhecimento, seja passado, presente ou projeções realistas sobre o futuro, somente assim as decisões serão amparadas com qualidade, mitigando os riscos e diminuindo as chances da mudança aplicada não dar certo ou mesmo não estar em conformidade com a real necessidade percebida.

Sem dúvida, não há garantia que somente investir em tecnologia seja suficiente para que uma empresa permaneça lucrativa, mas é fato que sem a tecnologia isso é praticamente impossível para a maioria dos segmentos. Ainda há quem consiga manter o seu negócio por algum tempo sem a ajuda de qualquer software mas é inegável que quem lança mão de suporte de SIG executa sua operação melhor e de maneira mais confiável (e por que não dizer, vantajosa?).

Abraço e até a próxima.

Thiago Giovanella possui graduação em Bacharelado em Ciência da Computação pelo Centro Universitário do Sul de Minas (2010). Atualmente é gerente de tecnologia da informação – GF Auto Atacado Ltda, professor universitário horista do Centro Universitário do Sul de Minas, membro de núcleo docente estruturante da Faculdade Cenecista de Varginha e professor universitário horista da Faculdade Cenecista de Varginha. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Linguagens de Programação, atuando principalmente nos seguintes temas: rede, internet, computadores, software e java. MBA em gestão de Projetos

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