O que esperar de 2017 para a tecnologia – 1 de 4

Na ultima década o volume de descobertas e inovações não pode ser igualado nem se compararmos todo o período da nossa existência na terra. Tais descobertas não só influenciam como nós vivemos a partir de então mas também abrem caminhos para ainda mais descobertas e inovações.

Como é comum na passagem de um ano para outro,  especialistas descrevem suas opiniões sobre o que esperar do ano que se inicia e assim o mercado segue para empresas e consumidores. Neste caso a diferença é que não sou um especialista, mas como responsável pelo setor de tecnologia de uma empresa, responsável por eleger e implementar inovações, professor nos cursos de computação, consumidor e entusiasta de tecnologia, gostaria de compartilhar a minha opinião sobre alguns dos pontos que julgo, estarão em pleno desenvolvimento em 2017.

Outsourcing

O outsourcing já é uma realidade no segmento de tecnologia. Na sua empresa provavelmente as impressoras sejam alugadas, ou quem sabe vocês tenham uma empresa parceira para digitalizar documentos e arquivo morto. Estes dois exemplos são simples, comuns mas não o suficiente para explicar a minha teoria.

Profissionais altamente capacitados, que lidam diariamente com situações críticas como DBA (Database Administrators, ou Administradores de Bancos de Dados), profissionais de segurança da informação, especialistas em compliance (Que ajudam as empresas a agir de acordo com as regras de propriedade intelectutal estabelecidas pelos fornecedores de softwares) ou ainda aqueles que configuram complicadas regras em seu firewall e proxy são extremamente valorizados e cobiçados no mercado de trabalho. No entanto, está cada vez mais claro para ambas as partes que manter este profissional preso a um contrato convencional de trabalho CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é uma situação onde todos os lados saem perdendo.

Estes profissionais estão optando por terceirizar os seus serviços, dessa maneira os seus rendimentos podem ser muito maiores, cada empresa paga um valor mais adequado pelo seu nível de dedicação – que geralmente é substancialmente maior que o valor hora/trabalho que este receberia em carteira assinada –  além do mais, o próprio profissional tem mais flexibilidade para desenvolver o seu trabalho e atualizar-se.

Em empresas cujo ramo não é tecnologia, percebo um desejo cada vez maior em terceirizar. Dessa maneira pode-se otimizar os investimentos além de contratar profissionais cada vez mais especializados.

Nuvem

Não há como negar, nossos dados pessoais já estão nas nuvens e é pra lá que vão também os dados da nossa empresa. Se você descorda de mim provavelmente não fez login no seu Android com uma conta do Google, nem sincroniza seus contatos. Não participa de nenhuma rede social, não envia suas fotos para o Instagram (que também é uma rede social), só faz pesquisas na internet com navegação privada, mantém seu próprio serviço de correio eletrônico e etc. Te convenci? Ok! Vamos adiante.

Com o aumento da disponibilidade de banda larga nas principais regiões do país e a plena concorrência de serviços de hosting em nuvem, seja de empresas nacionais ou internacionais, a nuvem tem se mostrado cada vez mais interessante para os negócios da empresa.

Nem todo setor de tecnologia consegue desenvolver um plano de Contingência, continuidade ou recuperação de desastres, isso porque a sua infraestrutura na maioria dos casos é precária e o investimento insuficiente. Um ambiente de CPD (Centro de Processamento de Dados) demanda alta disponibilidade de energia elétrica de boa qualidade, temperatura e humidade adequadas, controle de acesso, redundância e etc. Sem falar que quanto maior e mais especializado é o equipamento, mais sensível este também será e portanto demandará ainda mais investimentos.

Quando associamos o consumo de energia elétrica, a depreciação, os custos de infraestrutura, os problemas de segurança, a obsolescência dos equipamentos, todos os demais riscos em se manter uma infraestrutura interna, o custo da replicação e o valor cada vez mais competitivo dos serviços de IaaS (Infraestrutura como serviço), não optar por serviço em nuvem parece insanidade. Cada projeto é um projeto, sem duvida, mas é inegável que a opção está cada vez mais atraente.

Home Office

Ainda na linha do Outsourcing, e aproveitando da onda crescente do BYOD (Bring your Own Device, que em tradução livre significa “traga seu próprio dispositivo”, ou seja, usamos nosso próprio smartphone, tablet e notebook pessoal também no ambiente de trabalho e para o trabalho. Falaremos disso em breve). Permitir que profissionais trabalhem de suas casas, pela internet, ou mesmo optar por contratar freelances que desenvolvam o trabalho de suas casas é uma crescente e deve movimentar o setor de TI ainda mais a partir deste ano.

 

Na continuação deste texto, trataremos ainda dos seguintes tópicos.

 

  • Entretenimento
  • SaaS
  • Inteligência Artificial
  • Carros autônomos
  • Mobilidade
  • Conexão móvel banda larga
  • Segurança e criptografia
  • Realidade virtual
  • Realidade Aumentada

Nos vemos em breve.

Deixe seu comentário