O que esperar de 2017 para a tecnologia – 2 de 4

No texto da semana passada que você pode conferir clicando aqui, começamos a falar acerca do que eu esperava ser evidência no âmbito da tecnologia para 2017. Falamos de Outsourcing, Nuvem e Home Office. Estes três tópicos estão intimamente relacionamos mas propõe abordagens diferentes até no aspecto da implementação. Assim será também com os tópicos abaixo. Por vezes, todos se fundem (ou confundem). Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Entretenimento

Confesso, talvez o tópico não ganhou o título adequado, mas seria muito complicado explicar o que pretendo em uma única frase.

O que quero dizer é que  imagino em 2017 cada vez mais pessoas investindo dinheiro em tecnologia para entretenimento. Me refiro a jogos eletrônicos, streaming de vídeo, streaming de audio, etc.

Ainda tímido no Brasil, o Youtube Red é uma subscrição paga do serviço de streaming gratuito do Google que propõe oferecer uma experiência amplificada de Música, Jogos e Vídeos através da plataforma do Youtube.  Tenho minhas apostas de que o Google logo fará alguma ação com os grandes canais nacionais para angariar público para este seu veículo e entrar na concorrência com o Netflix. Por que não?

Falando em concorrência ao Netflix, o Amazon Prime promete ser uma opção muito interessante para quem opta por consumir vídeo em streaming. Com conteúdo exclusivo e uma variedade muito atraente em filmes e séries, o Amazon promete fazer jus a marca da sua mantenedora e ser uma opção muito significativa neste segmento.

Os serviços de streaming de música já é uma realidade lucrativa para bandas e produtores além de ser uma forma extremamente confortável e usual para os consumidores. CDs, vinis e etc. continuarão existindo para sempre. Fãs e colecionadores sempre demandarão destes objetos que se tornarão – ainda mais – objetos de luxo, caros e exclusivos. A grande massa, tem a disposição um sem número de opções de serviços, cada um com seus diferenciais, objetivando atender um público ou desejo exclusivo. Fato é que não existe mais necessidade em piratear conteúdo e correr o risco de baixar um arquivo com a qualidade ruim ou um arquivo malicioso (outro ponto positivo). Existe uma boa análise destes serviços de streaming, se você quiser conhecer clique aqui.

Mesmo que a maioria dos consoles e jogos esperados para 2017 já tenham sido anunciados, acredito que este será o segmento onde os investimentos serão maiores. Não é uma aposta tola já que a industria de jogos ultrapassa Hollywood em faturamento. Com a qualidade dos processadores gráficos e gadgets como os óculos de realidade virtual, imagino para um futuro muito recente novas experiências aos jogadores, com mais realidade e interações até então impossíveis.

SaaS – Software as a Service

Microsoft Office 365, Adobe Creative Cloud, ContaAzul, Guia Bolso, Facebook (por quê não?) são produtos comercializados na modalidade de Software como Serviço que talvez você não tenha parado para perceber. A proposta é bastante inteligente. Você paga um valor muito mais acessível pela assinatura do produto em comparação à adquirir uma cópia do software, tem direito a atualizações enquanto durar o seu contrato além de serviços e recursos exclusivos.

Aposto neste modelo uma vez que, na minha opinião, todas as partes ganham. É claro que é muito mais simples comprar e pagar o produto uma única vez, mas os benefícios em escala, as atualizações e aprimoramentos são sempre algo a se considerar. No caso do Office, cada conta ganha 1TB de espaço na nuvem, um espaço maior que muitos HDs de notebooks em operação atualmente. No caso da Adobe, o cliente tem acesso a um repositório de imagens e fontes exclusivas para usar em seus projetos.

Além dos benefícios mencionados, dessa maneira o cliente pode optar por cancelar a sua conta sem ônus, a empresa que comercializa o produto, além do faturamento mensal, passa a ter maior controle sobre seus clientes o que permite ações de publicidade e inibe a pirataria.

IA – Inteligência Artificial e aprendizagem de máquina

Uma aposta um tanto óbvia para 2017 mas perdoem-me, não poderia deixar de mencionar.

Quando falamos de jogos mais realistas, carros inteligentes, casas conectadas, internet das coisas, e tudo o que vem sendo tratado neste blog (e em tantos outros) precisamos considerar que a mola precursora disso tudo é a inteligência artificial. Conseguimos embarcar capacidades de armazenamento de informação e velocidade de processamento cada vez maiores em dispositivos cada vez menores e mais rápidos. Isso permite que criemos mecanismos e lógicas de interagir com máquinas e serviços digitais  de maneira orgânica, natural.

Sem dúvida um projeto muito interessante que vale a sua visita é o Google Brain. Recentemente esta rede neural conseguiu criar sua própria criptografia. O mais interessante nisso tudo é que os engenheiros do Google não conhecem a lógica por trás do processo de criptografia criado pela rede neural através de aprendizado de máquinas.

Se aprendizagem de máquinas é um assunto que te interessa, conheça a  plataforma do Google. É de graça.

Aposto algumas fichas que teremos deste ano em diante excelentes produtos, em todos os segmentos, que nos ofereçam uma experiência personalizada de consumo e interação provenientes de aplicação massiva de AI (Artificial Intelligence) e ML (Machine Learning), pois acredito que todo o desenvolvimento científico nestes segmentos já estejam em condições de serem ainda mais aplicados.

Vamos ficando por aqui. Nos próximos textos tratarmos de:

  • Carros autônomos
  • Mobilidade
  • Conexão móvel banda larga
  • Segurança e criptografia
  • Realidade virtual
  • Realidade Aumentada

Até lá

 

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