Tecnologia disruptiva e a experiência do consumidor

Para contextualizar, tecnologia disruptiva é a mesma coisa que tecnologia “inovadora”, “moderna”, “radicalmente nova”. Ainda sobre o conceito,  Peter thiel, fundador do Paypal diz que “disrupção se metamorfoseou em um jargão autocongrulatório para qualquer coisa que se faz passar por nova e moderna”.

A tecnologia disruptiva, no tocante de revolucionária, busca promover uma melhoria na experiência de consumo que até então as tecnologias atuantes e dominantes não conseguiam ou mesmo percebiam. Desta maneira cria-se uma experiência inovadora que muito comumente é agradável ao público que rapidamente tende a cobrar dos players mais antigos as mesmas condições sob pena de migrarem em definitivo para os novos entrantes do mercado.

Exemplos destas aplicações são o Netflix, Uber, Spotify, etc. Todos estes serviços surgiram lançando mão de tecnologia em benefício de uma nova experiência de consumo, tendo como principal arma a tecnologia e o único objetivo de oferecer novas opções ao mercado de entretenimento, transporte e etc.

Você já deve ter percebido neste momento quão incomodativa pode ser esta tecnologia, justamente por obrigar corporações gigantes, soberbas e preguiçosas a preocupar-se com entrantes jovens, flexíveis e altamente motivados a oxigenar segmentos de mercados dos mais diversos. Tais mudanças nunca são aceitas com facilidade, sempre há uma movimentação da concorrência no sentido de abafar e tornar hostil o mercado para estas empresas nascentes. No entanto, a tecnologia promove o fascinante efeito da igualdade. Com uma boa ideia e uma equipe ágil é possível concorrer em pé de igualdade com instituições seculares, oferecendo serviços rentáveis em planos de negócios dos mais distintos.

Parafraseando o conteúdo do livro A Calda Longa de Chris Anderson, a tecnologia tem criado um universo fértil para todos. Com a câmera de um smartphone e algum talento, pessoas até então desconhecidas estão criando conteúdos para o Youtube e concorrendo pela audiência com canais de televisão multimilionários como a Globo. Há alguns anos, a única chance de um ator ficar famoso era conseguir uma oportunidade rara e nem sempre democrática em uma produtora de filmes ou um canal de TV. Agora estas são somente opções do que é possível através da tecnologia.

Neste mesmo raciocínio, o consumidor se sente apoderado, já que muito mais do que poder de escolha, detém mecanismos de interação ativa com o prestador de serviço, podendo inclusive em alguns casos participar do desenvolvimento do produto ou serviço que consome através de notas, avaliações, indicações e outros meios de colaboração que a tecnologia criou.

Por fim, não basta mais ser dona de uma marca de valor impressionante, ou ter um produto de qualidade comprovada, o consumidor está em busca de experiência agradável na sua jornada de consumo, onde se sinta agregado, exclusivo e bem vindo. A mesma tecnologia que pode desumanizar processos pode com o mesmo potencial humanizá-lo, personalizá-lo e torná-lo ainda mais agradável.

Até a próxima.

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